quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Manifesto pela Democracia


Eu e um milhão de irmãos queríamos conhecer o seu rosto e tocar a sua mão. Derrubamos árvores com os próprios punhos e começamos a erguer um edifício em direção ao seu castelo. Ardemos no calor e nos cegamos com o gelo que respingou nos olhos. Encaramos com desafio à nossa ambição. Persistimos e imaginamos que seríamos mais honrados com as provações vencidas.

Com a queda de tantos irmãos, achávamos que nos transformaríamos em cavalheiros sagrados, e numa concepção posterior, formaríamos um conselho no qual um de nós seria designado um ministro; seu braço direito.

Diante a visão do grande paraíso e à imagem dos confins do mundo, sentaríamos em círculo e discutiríamos o seu sucessor; numa legítima democracia entre homens semelhantes em imagem.

Já que ainda me ouve, olho o espaço para lamuriar da injustiça que foi cometida. Com tirania alterou nossas falas, e sem poder nos comunicar, não foi possível mais unirmos forças e sabedoria. Tornamos-nos isolados, como náufragos, torturados, sem poder dizer nada às nossas esposas, filhos e irmãos.

Indago o porquê de tamanha crueldade com os seus semelhantes; qual a razão de nos submeter a escravos e não ser generoso por não querer dividir as infinitudes do paraíso

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