
Lembra-se do prazer em destruir
Das vozes estridentes e alegres
Dos sonhos que constituí
Lembra-se da vida leve?
Quando a mentira era um exercício
Nada era deles; tudo era seu.
Lembro-me de tudo isso
E você, por acaso, se esqueceu?
Lembra-se do fogo que consumimos
Em homenagem aos ídolos?
Você guarda as lembranças
Que não nos deixam perdidos?
E se hoje ainda existe um passado,
Ou ele está esquecido,
Ou está a passeio,
E o que se tem guardado
É um olhar esquisito
Para as injúrias deste meio.
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