sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Passado Afogado


Lembra-se do prazer em destruir
Das vozes estridentes e alegres
Dos sonhos que constituí
Lembra-se da vida leve?

Quando a mentira era um exercício
Nada era deles, tudo era seu.
Lembro-me de tudo isso
E você por acaso se esqueceu?

Lembra-se do fogo que consumimos
Em homenagem aos ídolos?
Você guarda as lembranças
Que não nos deixa perdidos?

E se hoje ainda existe um passado
Ou ele está esquecido
Ou está a passeio
E o que se tem guardado
É um olhar esquisito
Para as injúrias deste meio

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