sábado, 12 de setembro de 2009

Rendição


Há algo que faz efeito em mim quando saio para andar sem direção. Percebo apenas quando já estou alterado; e noto quando olho para os lados e não distingo onde estou e o que estou fazendo.

Sinto uma formigação nas pernas todas as noites, em um mesmo lugar. Um especialista disse-me que devo deixar fluir. Eu tenho a sensação de que, quando flui, eu alimento os meus desejos. O que acontece são coisas horrendas. 

É alguém que dobra os meus joelhos e me aplica algum estímulo. Quando volto a olhar para frente, o futuro se descobre dos lençóis; porque eu sei o que vai acontecer. Isso me faz sorrir.

Nunca deixo algo passar quando estou rendido.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Erros são Plurais


Você nunca olhou para trás
E se sentiu em paz
Pelo que fez.
Sempre errou demais
Ou nunca fez mais
Do que ser por um mês.

Mesmo sem saber quando
Terá chegado a hora.
Um aviso vindo de um anjo
Olhando pela janela da sua porta
Dizendo que o momento é agora.

O que terá plantado?
Por que você tem uma colheita
Ou vai ficar calado
E aceitar todas as baboseiras?

Por que eu aceitei
E será que é justo
Saber o que eu sei
E ter que entregar tudo?

Entender o aprendizado
É saber que tudo é certo.
O que é errado
Deixa de ser no concreto.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Opinião para o Jantar


Trouxe uma opinião para você que encontrei há algumas milhas daqui. Diz ela que não é válido se esconder por tanto tempo; porque o tempo enferruja os planos. Não tenho ideia do que falo quando abro a boca, mas tenho uma boa oratória quando fico calado. Porventura, assemelha-se a mim em tal quesito? Creio que não.

Somos feios por nascença e fodidos por destino. Se ao menos fosse doença, haveria esperança de cura. Se houvesse desculpa, não teríamos culpa. Entretanto, mesmo sem motivos, não temos culpa. Apenas não sabemos justificar o que não tem justificação. E quando não há razão, fica por isso mesmo. Não interessa se é bom ou ruim; apenas mantém.

Não interessaria também a qualidade; o que interessa, de fato, é a quantidade. E se não há chances, paciência.

Trouxe uma opinião para você para o jantar. Quer digeri-la?

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Nada para Você


Nada para você
Tudo para mim
É assim que penso
É assim que faço

Você quer
Eu também quero
E quando eu quero
Eu não divido

Mas se você chorar
Talvez, eu não prometo
Eu posso entregar

Nada para você
Tudo para mim
É assim que penso
É assim que faço