
Nada para você
Tudo para mim
É assim que penso
É assim que faço
Você quer
Eu também quero
E quando eu quero
Eu não divido
Mas se você chorar
Talvez, eu não prometo
Eu posso entregar
Nada para você
Tudo para mim
É assim que penso
É assim que faço
O que acha de umas palavras soltas que encontrei na selva? Havia uma pedra que dizia para não sentir medo ao removê-la; então me dê aqui uma mão para removermos o empecilho do caminho. Está tão quente aqui. Eu tenho uma solução: tire sua blusa.
Fazer força faz sentir vontade de ter força para empurrar um pouco mais. Estou tremendo um pouco; e o suor escorre pelo corpo.
Faltam algumas milhas e já não me seguro de querer dizer que seus lábios invocam pensamentos promíscuos. Acho que disse desejar tomar banho nas águas salinas do seu corpo.
Cobra à esquerda, lagarto à direita e cachorro ao centro. Estão protegendo o meu retorno. Quando falta pouco é que temos mais vontade. Todos os lados nos aplaudem; então vamos dar um espetáculo.
Seja bem-vinda às minhas pernas, com seus tremores e fibras destroçadas. Estamos enlouquecendo? Cabe mais. Um passo para cá e comece a chorar e gritar bem alto.
Todos os sonhos e espíritos correm para cá; não precisamos de nada além da reciprocidade das carícias. Você me atormenta; eu lhe curo. Você me desperta; eu desespero.
Ensina-me professora; o proveito de errar e o ódio da prudência; o desprezo pela paciência; o sufocar o nexo e espantar o medo. Disciplina-me na promiscuidade e a aceitar a beleza que mora na perfeição da enganação. Dê-me na boca o acalento doce do erro; do que tem sabor de preguiça; daquilo que esnoba a vaidade e enrijece a gula.Entrega-me os segredos dos artifícios das suas artimanhas que me golpeiam em sequência. Dê-me um lugar na delicadeza; faça com que um toque sutil pare o temporal que me encharca de fogo.
Somente mais uma vez.


É no momento crucial do golpe da redenção que o pavor se apodera do mestre. A curva que se revela no curso da reta é o sorriso do desespero. Os joelhos se rendem e não há o que se possa fazer. Confiança e crença são abatidas como se fossem iniciantes e secundárias; e não uma faísca do começo.
Chega. Vou retornar e andar, conforme convém. Isto é, em círculos. Porque todos nasceram para perseguir suas próprias sombras; e domadores não existem no plural. Há apenas um, e ele chegou aqui antes de qualquer um de nós. Seu nome é desespero. Desnorteio é a sua arma, enquanto arrependimento é o conforto que ele oferece; pois ele se dá ao luxo da misericórdia, assim como os deuses.
Portanto, se quer uma sugestão, volte para a sua cela e não saia de lá nunca mais. Exceto se quiser me fazer sorrir.