sexta-feira, 30 de julho de 2010

Teatro

A lua que caminha sobre a rua
É a mesma que nas noites flutua
Aquela que esconde os pecados
Nos momentos em que nada é errado
Então Cecília estacionou o carro
Pegou da bolsa e acendeu o cigarro

Um homem manco e caolho
Caminhando do outro lado da esquina
Achou que sua desgraça era infinita
Se achou no direito de machucar uma outra
E perguntou a si mesmo: por que não uma menina?

Uma que seja rica;
E que seja linda

Magno, o esquisito, tirou um canivete da cintura
Olhou o carro e atravessou a rua
Bateu com as mãos leves na janela
E não olhou a expressão da cara dela
Apenas pensou:

Uma que seja rica;
E que seja linda

Eu não quero terminar este conto
Não do ângulo do meu amigo esquisito
Por que se aquele manco não está agora um pouco tonto
Ele vai ficar quando souber o que ela pensa sobre isto

Há algo que você quer ouvir?
Bem...

A lua que caminha sobre a rua
É a mesma que nas noites flutua
Aquela que esconde os pecados
Nos momentos em que nada é errado

Cecília abriu os vidros
E convidou o meu amigo
Para um passeio.
E quando ele a tocou os seios
Aquele caolho não era mais eu.

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