quinta-feira, 22 de julho de 2010

Máscaras e Luzes


Abaixe as luzes... Ei, senhor das luzes! Preciso que você abaixe as luzes.

Não estou brincando, é preciso abaixar as luzes. Oras, vamos lá, me faça essa camaradagem.

Bem, preciso acender um antes.

Obrigado. Agora vamos, esta é uma história que não gosto muito de contar, pois nunca mais olhei outra vez nos seus olhos. Você imagina o quão fui livre e ilimitado depois de tudo? Só precisei um amigo estranho às vezes; para conversar comigo, entende? É porque existe um sonho desesperado em nós.

Sente-se aqui ao meu lado, quero sentir o seu hálito. Por instantes demorados.

Qual máscara da sua coleção você usará hoje? Responda-me antes de abrir a porta.

E assim entramos pelo corredor. Há figuras nas paredes.

Criança... Vê aquele lagarto ali se arrastando? Pois é, ele quer falar contigo agora. Alguns assuntos particulares.

Ah minha criança, nos dê uma única chance. E venha até aqui, sente-se de costa para mim. O que vamos fazer já foi regra no passado. Nos tempos em houve um senhor que quis desfazer tudo, pois conhecia tudo, e sabia que éramos assim mesmo. Mas esse bom velhinho perdeu as estribeiras quando uma loira sentou-se de costas para ele.

O homem perdeu as estribeiras, meu chapa.

Mas vamos continuar nossa história de brincadeirinhas. A garota então se levantou e cenas estranhas acompanharam o passeio. Havia um lago e, quando eu o olhei, vi reflexos nus na água. A pele estava fria.

Então eu tive que acender um antes.

Ei! Agora... Você está no meu lar. Ela andou pelo corredor, encarou uma figura estranha da parede. Abriu a porta, olhou a janela, procurou as luzes e não as acharam. Então ele me pediu fogo.

Você quer fogo querida?

Sim, meu bem. Eu quero fogo.

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