domingo, 11 de julho de 2010

Domingo

E hoje o tédio se sentiu em casa dentro de mim. Ele teve companhia, é verdade, de outros amiguinhos seus que às vezes o acompanha, mas que não me faz produzir nada agradável. E há tanto tempo, numa tarde de domingo, eu não tinha aquela sensação de que minhas pernas estavam enterradas no chão; de que as estrelas nascendo no céu no início da noite iriam cair sobre minha cabeça, fazendo tudo pegar fogo e morrer sem deixar memórias.

Tédio e domingo formam um mistura alucinógena. Quando se unem, eu me sinto um raquítico pesando 150 quilos. É tudo tão fraco e tão sensível, e ao mesmo tempo tão pesado e tão difícil de alterar. E quando eu olho pela minha janela, sempre olho para a mesma direção. E lembro dos frutos daquela árvore tão simpática.

Bem, e hoje foi assim. Eu experimentei essa velha sensação que me abandonou por um bom tempo. Hoje é domingo e em determinado momento do final tarde eu me peguei dizendo: “Porra, hoje é um autêntico domingo”.

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