segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Minha Menina

Não me sinto desanimado por caminhar tantos quilômetros contigo. Também não me sinto cansado; apenas me preocupo com o seu cansaço, que eu nunca vejo. Minha vontade apenas aumenta com o seu sorriso.

Um fim de tarde, início de noite simples. Marcante. Uma ponte, um lago, uma vista. Uma paisagem, uma companhia: minha única alegria. Importante, valiosa, significante: minha única maravilha. 

Não preciso fazer rimas em linhas inteiras. Basta a recordação para escrever. A mesma delicadeza com as mãos é a mesma que me orienta. A grama, a música, o frio da água. Se lembra? A mesma água salgada nasce hoje. A imagem se formou como verdade naquele dia.

Vivendo outra noite sem sono. Está tudo bem. Pode tudo não estar tão certo, mas somos felizes. Sentimos a falta e amanhã estaremos perto. Você, por dentro das minhas veias, levando os brilho das cores para os meus olhos. Dependo tanto de você.

Estou dormindo. Sonhando que estou dormindo, com um semblante terrível, e a agonia indo e vindo pelos ponteiros do relógio. Protegendo-a, sentindo-a como minha menina. Olhos de ouro, respiração serena.

Acordei do meu sonho! Estou deitado, ouvindo as batidas do meu coração. E tudo se foi, não resta mais nada. E eu preciso da minha menina mais uma vez. Só mais uma vez. Para sempre.

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