sábado, 28 de janeiro de 2012

Garapa

E se fosse uma locomotiva que andasse a todo vapor. Espere! Eu sei que você não me pediu, mas quero contar duas situações. Primeiro que me sinto incomodado em falar o que eu penso, sem antes ser perguntado; a impressão que tenho é a de que não sou bem vindo. Você é bem vindo aqui no no meu espaço.

Quero mesmo contar sobre um dia meu. Acho que era um domingo bobo. Éramos a garapa, o mundo e eu. A garrafa de garapa na mão, pela metade. Havia uma estrada; estava numa locomotiva que começou a correr devagar. Eu fechei os meus olhos, e ela fazia barulho de música. A locomotiva se quebrava na estrada. Me desculpe se não estou sendo claro.

Talvez eu devesse rasgar essa folha, pois eu não sei o que estou escrevendo - o que escrevo. Eu queria escrever sobre um passeio; que eu fiz numa locomotiva, com uma garrafa de garapa na mão. Rente aos destroços, me embriagando com o néctar, com mil diabos ao meu lado; com uma maldita garapa na garganta.

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