quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Desgraça


Desgraça, minha primeira esposa, meu primeiro amor
Foi você quem veio, da mais profunda e estranha cova
Me agarrar com unhas e dentes, dizer que me adora
Você foi a divindade suprema que me desvirginou!

Sou seu servo, escravo fiel
A toco, beijo, mordo e chupo, sua desgraçada
Até você virar os olhos para o céu
E me desgraçar até o fundo da alma

Desgraça, minha amada
Eu quero ter desgraças contigo
Até você dizer que essa minha vida azarada
Durará até o romper do infinito!

Eu quero levar tapa no pé da orelha
E bicos violentos na boca da barriga
Serei para sempre sua ovelha
Desde que você desgrace para sempre a minha vida!

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