quarta-feira, 29 de junho de 2011

Vento Frio


Ei cara
O frio lhe persegue
Neste beco escuro
O vento frio lhe segue
Debatendo-se entre os muros

Sua alma, no meio da rua
Tenta correr para fora do corpo
Mas esta friagem nua
Não está desejando outro

O vento frio entra pelas entranhas
Paralisa-lhe e o derruba sobre o pedregulho
E você, caminhando como uma aranha
Sente, no peito, o calor do entulho

Ei cara, olhe para o lado
Há outros homens no chão
Mas agora foi sua vez
Onde estão suas mãos?
Arraste pela teia que você fez

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