domingo, 26 de junho de 2011

Nostalgia

Tão terríveis são as nostalgias, que nos envolvem como as melodias suaves que entram na cabeça, fazendo questão de lá permanecerem por tanto e tanto tempo.

Saudade do tempo, ódio das horas. Poeira que toma conta e agride, sufoca, mata. As lembranças perdem a cor, mas não a vivacidade. Memórias estagnadas, tão reais. Tão distantes.

Lágrimas insignificantes. Ideias sobre o dia em que poderei viver. No condicional, sempre condições. Não há condições para o abate. Nem sequer consequências.

Queridas quimeras. Rego todas, todos os dias. Os primeiros caminhos, os primeiros erros. O aprendizado altruísta, construído. Decepções passageiras. Tudo se foi. O que ficou não foi imaginado. Se fosse, não seria desejado.

Termino agora, pois tudo termina.

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