sexta-feira, 8 de abril de 2011

Dias Mortos


Queria estar louco agora e poder sentir a morte mordendo os meus braços e pernas. Sabe, tem muitas almas penadas nesse mundo, e eu sei que sou apenas mais uma. Mas eu queria que essa fumaça me engolisse para que eu pudesse esquecer isso.

Existem dias que nascem mortos. Basta olhar para o Sol e contemplar suas feições de aborto. Se for um dia sem Sol, basta um espelho. Hoje é um dia desses. Tem dias que um pouco de loucura não faz mal; por que tem dias que o que faz mal é viver.

Acho que não há erro em, às vezes, deixar se ceder. Quem nunca se cedeu?

É estranho ouvir os zunidos da mente. É estranho olhar faces estranhas nas ruas. É estranho contemplar as paredes quentes do quarto.

Você sabe o que é desespero? Desespero é respirar a velhice. Envelhecer é morrer; e quem não sabe disso? E quem desfaz isso?

Existem dias que não há mal nenhum em disparar um tiro contra a própria face

O bom homem diz: Interprete o teatro que existe na minha mente moída. “Nem mesmo os conceitos e rigores da sociedade, nem todas as convenções sociais, podem aplacar, de todo, a fúria despertada da besta que dorme no coração humano”.

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