sábado, 12 de março de 2011

Sentidos e Monstros


Os sinais estão nos cantos dos olhos. Vocês olham demais para frente; então um monstro se cria em cada olhar perdido, em cada face estranha. Armas são criadas nos ecos de uma visão cambaleante.

O cotidiano açoita a infância impregnada na morbidez do coração desse jovem assassino e suicida, morto pela asfixia estonteante, provocada pelo éter da cidade.

É o espanto do olhar que puxa o gatilho da mutilação. A cabeça tomba para o lado de fora da cama de quarto de rato. As costas, marcadas de pregos; fincadas pelo monstro devorador de liberdade.

Nenhum comentário: