domingo, 20 de fevereiro de 2011

Luzes do Farol


Se existe um momento que seja adequado para ligar as luzes, me diga qual é. Mas não me diga que devo sair correndo sem a minha equipe, por que eu sou fraco, não desertor.

Um motorista surge ao longe em alta velocidade e eu não tenho forças para erguer o braço em busca de carona. Quantos ambulantes se encontram com olhar vagante nas rodovias e são ignorados pelos motores retificados? Esses homens buscam uma passagem para o passado para recomeçar outra vez. O erro é percebido por muitos quando não há reversão.

Falta uma gota de sensatez para consigo mesmo, por que o asfalto não tem coração. Basta uma sugestão. Você já esteve cego alguma vez? O duro de poder enxergar é não conseguir olhar o que o cego vê. Se você visse, seria mais humano.

Há persistência nesses meus pensamentos medonhos. Onde ando me encontro com eles e os guardo para mim, por que o que é ruim, não se divide. Mas um dia eu irei entrega-los. Será o dia que alguém comentará para outro, sobre mim, dizendo que havia luz em algum lugar, que não sei dizer agora qual é. Sabe qual a razão? Se crê no que se vê; por isso estamos corroídos. Ninguém se vê.

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