sábado, 29 de janeiro de 2011

Processo


Na transferência dos estigmas hora calculados, hora inteiramente demonstrados, sucedem considerações ambíguas, de acordo com o sucinto dizer que se pretende ao indicar calamidades de consciência. Dispensa-se simplicidade ao se tratar, veementemente, suposições que antecedem a ação locomotora; isto é, habitam-se campos não palpáveis, mas não menos existentes; muito ao contrário, aliás. Não se trata puramente de agir na conformidade do plano, e sim de exaurir as possibilidades nas mais diversas hipóteses metodológicas das análises que visam concluir consequências.

Um ato vaidoso adquire suas honrarias próprias ao romper tal processo de elaboração. Atividade executiva é, sempre, mera ferramenta. Há governantes compulsivos, meras ferramentas de ferramentas. Os grandes governantes, isto é, os maestros, perfeccionistas e egoístas por deriva, coordenam toda a máquina sob o salto da mais essência elegância.

O funcionamento se dá em um autêntico regime de servidão, onde monarcas são artifícios; armas são execuções e servos somos nós mesmos. Nada age com surpresa; somente se houver anteriormente tal concepção. O que não é presumido é inexistente; não por ignorância, sim por fato. Fato é fato.

Criação não presume fermento ou logaritmo. Criação vem do poder original, que nasce com o primeiro respirar. O primeiro respirar é a primeira expressão da teoria colocada em prática. Não com todas as suas astúcias nesse momento inicial, já que se inicia por instinto. As artimanhas nascem da experiência, matéria bruta para novas concepções. O maestro é aquele que domina os sentidos e domestica suas ganâncias.

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