segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Galope Selvagem

Sei que sou apenas mais um. Mas serei o último. Deslizarei o meu olhar convidativo sobre a sua cabeleira sedosa; abaixando as pálpebras para os seus seios, até o balanço da sua cintura. O balanço da sua cintura me embriaga; e é nela que apoio minhas mãos nuas.

A nudez é uma estrela; e você sabe que uma estrela somente não faz uma constelação. É por isso que estou aqui; acuando-a para a parede. Sinta o gelo dos tijolos nos seus lábios enquanto eu aprecio o calor das suas costas. O navegar da sua cintura... Me seduz lentamente. Cada movimento do seu quadril vibra uma fibra do meu corpo. Galope selvagem.

Na sua nuca brota as primeiras gotas do suor proibido. Nas suas coxas nascem os primeiros tremores do frenesi cobiçado. Ah! Dance, garota. Dance no ritmo da bomba que explode em seu peito.

Não existe nada lá fora, além do desejo que exala de nós. Ninguém nos espera lá fora; e aqui tudo o que eu espero são os nossos corpos em transe.

Seu gemido quente é o combustível para esse acesso de fúria. Que a carne sacie os tormentos de nossos anseios. Galope selvagem.

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