domingo, 26 de dezembro de 2010

Necessidade


Primaveras sombrias assustam minha alma.
Meus anjos, com flechas fincadas no peito
Vomitam o sangue rosado nas minhas palmas.
Preciso de flores velhas que ouçam os meus segredos

Um raio de luz enfeixado se finca na minha cabeça,
Adentra-se pela minha garganta e corre pelas minhas veias.
E dentro das minhas veias, meu sangue se torna luz.
E dentro do meu corpo, meu sangue se torna pus.

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