sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Honesto


Há uma conta para pagar
E o agiota fez a cobrança
Eu que não sabia o que dar
Entreguei minha infância

O homem partiu sem sorrir
Recusou quando disse para entrar
Disse que deveria ir
Tinha outros para cobrar

Confesso que entrei feliz
Não por ele não ter aceitado
Mas por que tudo estava ali:
Minha TV e o meu dinheiro

Não é duro perder o que não se conquista
Nem aquilo que não faz parte do meu ser
Poderia ter feito uma lista
E entregar para ele escolher

Mas era um homem sensato
Ou apenas um homem do mercado
Ou percebeu que não era errado
Ver um ladrão ser ludibriado

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